domingo, 29 de abril de 2012

Sobre (c)orações;


“Você sabe, menina. No fundo você sabe que é só mais uma garota de coração quebrado e uma não-história de amor para contar. É só mais um desses descasos do destino que ninguém se incomoda. Mas, com o tempo toda esta história de corações partidos se tornam repetitivas e desconexas, aquela teoria de que o coração bate por uma só pessoa passa a ser refutável, já que ele continua a bater, não por aquela mesma, mas bate.

Bate porque é preciso, porque enquanto bate, ainda que falho e maltratado, o mundo continua em rotação, os problemas continuam sem solução, e os dias vão colocando os meses para traz. No final, cada um empacota a dor e aprende a carregá-la - não que esta se torna mais leve, não mesmo- é só que os ombros acostumam-se com o peso.

Todos sabem ir levando com as dores, mesmo que algumas passem com analgésicos e outras com tempo, sempre passam. E o coração bate. No fundo, bate na esperança de que encontre alguém que o faça bater mais rápido, alguém que enfim se comprometa, alguém que seja diferente de tantos outros que se esbarraram, a derrubaram e não a ajudaram levantar. Bate, sobretudo porque é forte e apesar de ver uma enorme tristeza na solidão, prefere ser só do que dividir-se com alguém que não se importa de verdade.

Enquanto os outros estão caçando paixão e participando de conversas fúteis; você está afogando sentimentos em álcool, ou imersa em livros e chá, esperando alguém igualmente intenso e que não se contente com o comum, com o médio, com o pouco.

Está ai, zelando pelo coração que bate mesmo ferido e maltrapilho. Boa sorte, menina. Espero que tudo se ajeite e que vires uma dessas exceções que finalizam a vida sabendo o que é ser feliz.”

domingo, 15 de abril de 2012

Dúvidas & Sentimentos;

Porque quando você chegar eu quero usar a minha melhor roupa, o meu melhor sorriso. E eu quero que você me olhe e que perceba que boa parte de tudo que tenho feito é por você. E eu não quero que você se assuste... e bem lá dentro de mim eu não quero saber nada disso, porque senão quem se assusta sou eu. E eu não me importo se está tudo errado, porque eu não quero juízos, sabe? E também não quero ninguém...
E porque minha vida é boa assim, mas sei lá, parece que eu sinto falta. Eu sinto falta de você... sem a gente nunca ter vivido 'coisa alguma'. E é tão estranho. E a minha mente me diz que eu não tenho idade pra isso, mas o meu corpo, quando eu fecho os olhos, sente falta é de você... e não tem nada a ver, eu me digo em sequência, mas sou tomada pela lembrança daquele abraço, que pra mim foi mais que especial.
Se não quiser ser confundida com uma mulher vulgar, então não aja como uma mulher vulgar, digo a mim mesma. Mas é madrugada e eu quero me despir da minha melhor roupa. E quero minha boca na sua boca e quero sentir o seu abraço. E isso faz com que eu me sinta estúpida, tola, frágil e inconstante. ... Que importa? Que importa?! Eu tenho medo de quê?

Às vezes eu paro e penso se cada história dolorosa que eu vivi na minha vida não foi uma preparação para que eu encontrasse você... e aí eu penso "claro que não, essa expectativa é só sua." Mas o que importa?! Os sentimentos são meus, mas hoje eles são seus. Inteiramente. Eles são seus... e eu odeio essa sensação de vulnerabilidade que isso tudo traz.
Então me pergunto se não invento. Às vezes eu tenho certeza de que invento. Mas sigo.
E porque algumas noites tem uma dezena de pessoas e eu não quero ninguém. Eu não sei o que eu sinto. Mas eu sinto. Eu sinto. E invento... sempre e tanto. Ventanias. Enterneço.
Desejo-te os lábios, em um silêncio.
E deliciosamente, sem qualquer controle, (enlou)cresço.



*

E aquele com certeza foi o meu melhor abraço... e você com certeza me fez sentir melhor, me fez sentir mulher, e me fez sentir especial...

*

Texto endereçado aquele que não irá ler.

Com Carinho