segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Almas;

Quando estava preocupada, você veio mostrar-me o lado bom da vida.
Quando estava triste, você veio com seu sorriso e alegrou meu interior restabelecendo-me a paz.
Quando estava cansada, você veio trazer-me ânimo e carinho.
Quando me faltou calma você veio com sua compreensão mostrou-me serenidade de espirito.
Quando estava com problemas, você veio me mostrar a solução me dando nova expectativas e ânimo para solucioná-los.
Quando lutei pelos meus ideais você estava do meu lado dando-me confiança.
Quando me faltou amor, você veio me dando tudo que precisava, agora não consigo viver sem você, MEU verdadeiro amor.
Por isso quero sempre estar feliz ao seu lado, vivendo o que há de melhor; o amor que sentimos um pelo outro.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Ansiedade;

É que às vezes é preciso calma. Paciência, respiração, meditação, equilíbrio consigo, com os outros, com Deus...
Mas a gente sente é pressa, e vontade de engolir os processos, os momentos, das coisas por elas mesmas, e se afoba, e mata a plantinha porque foi lá e pôs água demais... A gente mata a plantinha porque foi lá e pôs água demais. 

Eu sempre acreditei muito nos sinais. Sempre orei, rezei, pedi pra Deus me mostrar se eu caminho as estradas certas. Porque eu quero caminhar as estradas certas, sabe? E não quero ficar jogando água em cactos que apenas me perfurarão os dedos.


Créditos:  acasosafortunados

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Porque quando você chegar eu quero usar a minha melhor roupa. E eu quero que você me olhe e que perceba que boa parte de tudo que tenho feito é por você. E eu não quero que você se assuste... e bem lá dentro de mim eu não quero saber nada disso, porque senão quem se assusta sou eu.
E porque minha vida é boa assim, mas sei lá, eu sinto falta de você... e é tão estranho. E a minha mente me diz que eu não tenho idade pra isso, mas o meu corpo, quando eu fecho os olhos, sente falta é de você... e não tem nada a ver, eu me digo em sequência, mas sou tomada pelo tesão que eu nunca nem mesmo imaginei acontecer.

Se não quiser ser confundida com uma mulher vulgar, então não aja como uma mulher vulgar, digo a mim mesma. Mas é madrugada e eu quero me despir da minha melhor roupa. E quero minha boca na sua boca e quero sentir o seu abraço. E isso faz com que eu me sinta estúpida, tola, frágil e inconstante. ... Que importa? Que importa?! Eu tenho medo de quê?

Às vezes eu paro e penso se cada história dolorosa que eu vivi na minha vida não foi uma preparação para que eu encontrasse você... e aí eu penso "claro que não, essa expectativa é só minha." Mas o que importa?! Os sentimentos são meus, mas hoje eles são seus. Inteiramente. Eles são seus... e eu odeio essa sensação de vulnerabilidade que isso tudo traz.

Então me pergunto se não invento. Às vezes eu tenho certeza de que invento. Mas sigo.

E porque essa noite tinha uma dezena de pessoas e eu não queria ninguém. E porque na outra noite tinha outra dezena de pessoas e eu também não queria ninguém. E porque eu penso que te pus num pedestal tão alto que ninguém alcança... então te desço.


E deliciosamente, sem qualquer controle, (enlou)cresço.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A menina e o pássaro encantado;



Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.
Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado.
Os pássaros comuns, se a porta da gaiola ficar aberta, vão-se embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades… As suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão…
Menina, eu venho das montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que vi, como presente para ti…
E, assim, ele começava a cantar as canções e as histórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.
Outra vez voltou vermelho como o fogo, penacho dourado na cabeça.
Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. As minhas penas ficaram como aquele sol, e eu trago as canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.
E de novo começavam as histórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isto voltava sempre.
Mas chegava a hora da tristeza.
Tenho de ir — dizia.
Por favor, não vás. Fico tão triste. Terei saudades. E vou chorar…— E a menina fazia beicinho…
Eu também terei saudades — dizia o pássaro. — Eu também vou chorar. Mas vou contar-te um segredo: as plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios… E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera do regresso, que faz com que as minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudade. Eu deixarei de ser um pássaro encantado. E tu deixarás de me amar.
Assim, ele partiu. A menina, sozinha, chorava à noite de tristeza, imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa dessas noites que ela teve uma ideia malvada: “Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá. Será meu para sempre. Não mais terei saudades. E ficarei feliz…”
Com estes pensamentos, comprou uma linda gaiola, de prata, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. Ele chegou finalmente, maravilhoso nas suas novas cores, com histórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu. Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola, para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.
Acordou de madrugada, com um gemido do pássaro…
Ah! menina… O que é que fizeste? Quebrou-se o encanto. As minhas penas ficarão feias e eu esquecer-me-ei das histórias… Sem a saudade, o amor ir-se-á embora…
A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas não foi isto que aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ficando diferente. Caíram as plumas e o penacho. Os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio: deixou de cantar.
Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava, pensando naquilo que havia feito ao seu amigo…
Até que não aguentou mais.
Abriu a porta da gaiola.
Podes ir, pássaro. Volta quando quiseres…
Obrigado, menina. Tenho de partir. E preciso de partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro de nós. Sempre que ficares com saudade, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudade, tu ficarás mais bonita. E enfeitar-te-ás, para me esperar…
E partiu. Voou que voou, para lugares distantes. A menina contava os dias, e a cada dia que passava a saudade crescia.
Que bom — pensava ela — o meu pássaro está a ficar encantado de novo…
E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos, e penteava os cabelos e colocava uma flor na jarra.
Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje…
Sem que ela se apercebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado, como o pássaro. Porque ele deveria estar a voar de qualquer lado e de qualquer lado haveria de voltar. Ah!
Mundo maravilhoso, que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama…
E foi assim que ela, cada noite, ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento: “Quem sabe se ele voltará amanhã….”
E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.

 

As mais belas histórias de Rubem Alves. 

domingo, 10 de junho de 2012

O Pequeno Príncipe


Dialogo entre a raposa e o pequeno príncipe:

E foi então que apareceu a raposa:


- Bom dia – disse a raposa.
- Bom dia – respondeu educadamente o pequeno príncipe, que, olhando a sua volta, nada viu.
- Eu estou aqui – disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? – perguntou o principezinho. – Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa – disse a raposa.
- Vem brincar comigo – propôs ele. – Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo – disse a raposa. – Não me cativaram ainda.
- Ah ! desculpa – disse o principezinho.
Mas, após refletir, acrescentou:
- Que quer dizer “cativar”?
- Tu não és daqui – disse a raposa. – Que procuras?
- Procuro os homens – disse o pequeno príncipe. – Que quer dizer “cativar”?
- Os homens – disse a raposa – têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?
- Não – disse o príncipe. – Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?
- É algo quase sempre esquecido – disse a raposa. – Significa “criar laços”...
- Criar laços?
- Exatamente – disse a raposa. – Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender – disse o pequeno príncipe. – Existe uma flora... eu creio que ela me cativou...
- É possível – disse a raposa. – Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! Não foi na Terra – disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito – suspirou a raposa.
Mas a raposa retornou o seu raciocínio.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! – disse ela.
- Eu até gostaria – disse o principezinho –, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
– Que é preciso fazer? – perguntou o pequeno príncipe.
– É preciso ser paciente – respondeu a raposa. – Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás um pouco mais perto...
No dia seguinte o príncipe voltou.
- Teria sido melhor se voltasses à mesma hora – disse a raposa. – Se tu vens, por exemplo, às quatros da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mas eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!
Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual.
– Que é um “ritual”? – perguntou o principezinho.
– É uma coisa muita esquecida também – disse a raposa. – É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adotam um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até à vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!

Assim o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua – disse o principezinho. – Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis – disse a raposa.
- Mas tua vais chorar! – disse ele.
- Vou – disse a raposa.
- Então, não terás ganho nada!
- Terei, sim – disse a raposa – por causa da cor do trigo. Depois ela acrescentou:
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele…
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa…
- Eu sou responsável pela minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.


(Trecho do livro O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

(C)orações


E então eu orei e rezei e pedi e não veio. E praguejei como pragueja uma menina mimada e equivocada que sempre esperava receber tudo na mão. E pedi calma. E ganhei calma. E esperei.
Deus nem sempre responde nossas orações com "sim" ou "não"... Às vezes é mais um "Calma aí!"... Acontece hoje, a gente só entende amanhã. Às vezes não é do jeito que a gente espera, na hora que a gente espera e a gente emburra como criança que pediu pra mãe um brinquedo e não veio. Mas o que é ter fé? Não é acreditar, ter esperança, convicção de que um dia as coisas virão?
Eu nem acho essa perspectiva conformista (como acham muitos colegas das ciências humanas). Conformista é cruzar os braços e não fazer mais nada. Ter fé é rezar, orar, pedir para que a chuva venha, acreditar que ela virá, e sair arando os campos antes do seu advento. Ter fé é buscar no divino a força que a gente precisa para continuar caminhando até que conseguir chegar LÁ.
É isso. Peça, acredite, reze, ore pela chuva, mas ARE OS CAMPOS. A chuva virá quando eles estiverem prontos.
[Eu sei. Eu creio. Eu peço. Eu oro. E Deus me diz pra eu esperar (e para arar os campos) porque a chuva sempre vem.]


Um dia uma folha me bateu nos cílios...
achei Deus de uma grande delicadeza." (CL)




[E, por cada benção, cada graça, já alcançada e recebida, eu só queria, do meu jeito parco e humanamente bobo, profundamente agradecer...]
*
*
 Dando creditos à Elenita Rodrigues (:

domingo, 29 de abril de 2012

Sobre (c)orações;


“Você sabe, menina. No fundo você sabe que é só mais uma garota de coração quebrado e uma não-história de amor para contar. É só mais um desses descasos do destino que ninguém se incomoda. Mas, com o tempo toda esta história de corações partidos se tornam repetitivas e desconexas, aquela teoria de que o coração bate por uma só pessoa passa a ser refutável, já que ele continua a bater, não por aquela mesma, mas bate.

Bate porque é preciso, porque enquanto bate, ainda que falho e maltratado, o mundo continua em rotação, os problemas continuam sem solução, e os dias vão colocando os meses para traz. No final, cada um empacota a dor e aprende a carregá-la - não que esta se torna mais leve, não mesmo- é só que os ombros acostumam-se com o peso.

Todos sabem ir levando com as dores, mesmo que algumas passem com analgésicos e outras com tempo, sempre passam. E o coração bate. No fundo, bate na esperança de que encontre alguém que o faça bater mais rápido, alguém que enfim se comprometa, alguém que seja diferente de tantos outros que se esbarraram, a derrubaram e não a ajudaram levantar. Bate, sobretudo porque é forte e apesar de ver uma enorme tristeza na solidão, prefere ser só do que dividir-se com alguém que não se importa de verdade.

Enquanto os outros estão caçando paixão e participando de conversas fúteis; você está afogando sentimentos em álcool, ou imersa em livros e chá, esperando alguém igualmente intenso e que não se contente com o comum, com o médio, com o pouco.

Está ai, zelando pelo coração que bate mesmo ferido e maltrapilho. Boa sorte, menina. Espero que tudo se ajeite e que vires uma dessas exceções que finalizam a vida sabendo o que é ser feliz.”

domingo, 15 de abril de 2012

Dúvidas & Sentimentos;

Porque quando você chegar eu quero usar a minha melhor roupa, o meu melhor sorriso. E eu quero que você me olhe e que perceba que boa parte de tudo que tenho feito é por você. E eu não quero que você se assuste... e bem lá dentro de mim eu não quero saber nada disso, porque senão quem se assusta sou eu. E eu não me importo se está tudo errado, porque eu não quero juízos, sabe? E também não quero ninguém...
E porque minha vida é boa assim, mas sei lá, parece que eu sinto falta. Eu sinto falta de você... sem a gente nunca ter vivido 'coisa alguma'. E é tão estranho. E a minha mente me diz que eu não tenho idade pra isso, mas o meu corpo, quando eu fecho os olhos, sente falta é de você... e não tem nada a ver, eu me digo em sequência, mas sou tomada pela lembrança daquele abraço, que pra mim foi mais que especial.
Se não quiser ser confundida com uma mulher vulgar, então não aja como uma mulher vulgar, digo a mim mesma. Mas é madrugada e eu quero me despir da minha melhor roupa. E quero minha boca na sua boca e quero sentir o seu abraço. E isso faz com que eu me sinta estúpida, tola, frágil e inconstante. ... Que importa? Que importa?! Eu tenho medo de quê?

Às vezes eu paro e penso se cada história dolorosa que eu vivi na minha vida não foi uma preparação para que eu encontrasse você... e aí eu penso "claro que não, essa expectativa é só sua." Mas o que importa?! Os sentimentos são meus, mas hoje eles são seus. Inteiramente. Eles são seus... e eu odeio essa sensação de vulnerabilidade que isso tudo traz.
Então me pergunto se não invento. Às vezes eu tenho certeza de que invento. Mas sigo.
E porque algumas noites tem uma dezena de pessoas e eu não quero ninguém. Eu não sei o que eu sinto. Mas eu sinto. Eu sinto. E invento... sempre e tanto. Ventanias. Enterneço.
Desejo-te os lábios, em um silêncio.
E deliciosamente, sem qualquer controle, (enlou)cresço.



*

E aquele com certeza foi o meu melhor abraço... e você com certeza me fez sentir melhor, me fez sentir mulher, e me fez sentir especial...

*

Texto endereçado aquele que não irá ler.

Com Carinho

sábado, 24 de março de 2012

Um dia... ? (Amém.)


"E se eu tivesse escolhido uma outra vida pra mim? Ou outra pessoa? E se a gente nunca tivesse se encontrado? E se... ? E se...?"  (Grey's Anatomy, 8x13)


Sensação de quando se é criança e o ano letivo começa. Sensação de encapar caderno novo, com desenhos bonitinhos e o cheiro novinho do plástico cuidadosamente escolhido... recorte, estrelas, peixinhos, que lindo! Sensação de esperar ansiosamente segunda, de arrumar o estojinho com as canetinhas coloridas, a caixinha com todas as cores de lápis, todos nunca apontados, o kit com as massinhas... a tesoura de sapinho, a cola com glitter colorido, a lancheira e a mochila. Cartolinas. Sensação boa de tênis e uniforme nunca usados, de descoberta da turma nova, das amigas na sala, dos garotos na escola... Ah, sensação de alegria! De livros novos, de quem-será-que-vai-estar-na-minha-turma, de chega-logo-primeiro-dia...

Lembro que eu sempre ansiava, desde o comecinho de janeiro, para que as aulas voltassem antes do programado. Não porque eu era meio nerd mas porque todo início de ano trazia sempre um novo começo na escola, nas brincadeiras, na vida...



Ando com vontade de reviver essas coisas. Esse frio na barriga, esse medo e anseio... Ah! =)
Ando com vontade de ter filhos... Engraçada essa coisa do relógio biológico. Outro dia fiz um plano de "cenários", fazendo leituras em Macroeconomia, e comecei a esboçar um plano de metas para entender os conceitos. Me dei conta, no meio de um gráfico improvisado, de que o que eu mais quero não é o salário, pago pela prefeitura todo mês, com o carro e a casa dos sonhos. O que eu mais quero é uma família, tão linda quanto a que eu tive quando eu era criança, ou mais... Quero levar as crianças pra escola, quero brincar de livrinho, pirueta, teatro, esconde-esconde e cambalhota... Quero contar minhas histórias, quero ouvir as histórias delas, as musiquinhas, quero ficar brava com a "tia" do colégio por qualquer motivo que seja... Quero me acabar de chorar nas homenagens da escolinha, quero abraçar, tomar banho de mangueira em dia quente quando formos dar banho no cachorro, ensinar a ler e a dançar. Quero levar no parquinho, empurrar no balanço, ensinar a amarrar o cadarço ou fazer as trancinhas, levar para ver os avós... Ah... levar pra ver os avós... fingir que fico brava com o pai porque ele sempre mima demais...


Sensação de quando se é criança e o ano letivo começa. Sensação de encapar caderno novo, com desenhos bonitinhos e o cheiro novinho do plástico cuidadosamente escolhido... recorte, estrelas, peixinhos, que lindo! Sensação de amar, tanto e imensamente, essas crianças que são minhas sem nunca nem terem sido... Sensação de que as quero, com todas as forças que existem em mim, sempre e mais a cada dia. Sensação de que deve ser incrível ser mãe.


[Talvez está ai a resposta da pergunta que tantos me faz: Mas por que pedagogia?]



"Nós criamos nosso próprio destino. E é exatamente o que eu vou fazer. Faça você também." (Grey's Anatomy, 8x13)

quarta-feira, 21 de março de 2012

Renovação;


Hoje quero me despedir de muitas coisas: Quero abrir espaço para que a vida me ofereça outras oportunidades, outros sonhos, outros desejos. Levarei apenas a esperança de um novo recomeço. E por me dispor a começar de novo, estou aberta a novas experiências.

Quero deixar para trás todos os motivos que me fizeram sentir raiva, as situações que me fizeram alterar a voz, e todas as palavras pronunciadas para me desestimular a continuar a busca do meu eu, e consequentemente da minha felicidade. Despeço-me de tudo isso com a sensação do dever cumprido.

Vou deixar para trás todas as minhas fraquezas. Aquelas que me fizeram chorar, as que me fizeram acreditar que eu era triste e sozinha. Quero dar adeus à sensação que às vezes me acometia de que o mundo estava contra mim. E me despedir em definitivo da ridícula piedade que eu sentia de mim mesma nos momentos difíceis da minha vida.

Despeço-me de todas as mágoas que já causei e, ao pedir desculpas, despeço-me também de todas as que me machucaram o coração. Despedir-me-ei dos sentimentos negativos que atrasam a vida e nos transformam em lodo. Quero na minha vida natureza viva e abundante, regada com amor, respeito, consideração, carinho e muita fé.

Deixarei para trás alguns sonhos, mas isso não quer dizer que levarei comigo frustrações por não os ter realizado, mas a certeza de que eles foram importantes para que minha chama interna não se apagasse. Partirei para outros devaneios, e estes também serão combustíveis para o meu sucesso.

Assim sendo, avisei ao meu coração que ele será renovado. Baterá no compasso das novas emoções. Também já informei ao meu fígado que ele não mais sofrerá por causa da tristeza, pois estou me despedindo dela. Aos meus pulmões mandei um recado avisando que toda a aflição que eu sentia, por não conseguir controlar tudo e todos, não vai mais atrapalhar o seu excelente funcionamento, já que a minha paciência será exercitada. Por fim, quero dizer aos meus rins que eles estarão protegidos, porque o medo, esse sentimento que ceifa nossos sonhos, deverá ser extirpado de vez.

Me despeço das carências, e das atitudes impensadas provocadas por ela, que muitas vezes me feriram a alma. E pensando bem, de tudo o que vivi, levarei algumas coisas. Partirão comigo as emoções vividas que me fizeram sorrir, cantar e dançar. E na alma, vou levar a leveza e a alegria de quem quer transformar a vida em presente de Deus.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Desabafo;


Me apego com facilidade extrema a tudo e a todos, mesmo sem querer, mesmo sem poder. Acho que sempre criamos falsas esperanças quando a gente se apega a alguém, isso faz mal. Mas sempre devemos seguir em frente e aprender que, só devemos se apegar e confiar quando existir algo real

Decidido: tudo o que se começa, se termina. Tudo o que não se deve terminar, jamais é começado (...)

segunda-feira, 5 de março de 2012

Conversas ao vento; talvez...

Impressionante como alguns lugares ficam povoados mesmo quando as pessoas estão ausentes. E a não possibilidade do encontro incomoda de um jeito nunca antes vislumbrado a incomodar. E é estranho.
Não é uma coisa que eu controle, é uma coisa que simplesmente vem. E não depende de mim, de qualquer coisa que eu faça, da minha inteligência emocional...
É que algumas coisas passam a ter valor pela presença sem que você menos perceba. E a ausência que elas deixam fragiliza e abre espaços que dificilmente se preenchem. E é estranho.


E na maioria das vezes, nem se preenchem.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Com amor;

Te desejo uma fé enorme.
Em qualquer coisa, não importa o quê.
Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo.
Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso.
Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas.
(Caio Fernando Abreu)
 
 
O texto não é meu, mas é como se fosse.
       Eu te Amo, sem mais.
 
Thynna Souza