sábado, 24 de março de 2012

Um dia... ? (Amém.)


"E se eu tivesse escolhido uma outra vida pra mim? Ou outra pessoa? E se a gente nunca tivesse se encontrado? E se... ? E se...?"  (Grey's Anatomy, 8x13)


Sensação de quando se é criança e o ano letivo começa. Sensação de encapar caderno novo, com desenhos bonitinhos e o cheiro novinho do plástico cuidadosamente escolhido... recorte, estrelas, peixinhos, que lindo! Sensação de esperar ansiosamente segunda, de arrumar o estojinho com as canetinhas coloridas, a caixinha com todas as cores de lápis, todos nunca apontados, o kit com as massinhas... a tesoura de sapinho, a cola com glitter colorido, a lancheira e a mochila. Cartolinas. Sensação boa de tênis e uniforme nunca usados, de descoberta da turma nova, das amigas na sala, dos garotos na escola... Ah, sensação de alegria! De livros novos, de quem-será-que-vai-estar-na-minha-turma, de chega-logo-primeiro-dia...

Lembro que eu sempre ansiava, desde o comecinho de janeiro, para que as aulas voltassem antes do programado. Não porque eu era meio nerd mas porque todo início de ano trazia sempre um novo começo na escola, nas brincadeiras, na vida...



Ando com vontade de reviver essas coisas. Esse frio na barriga, esse medo e anseio... Ah! =)
Ando com vontade de ter filhos... Engraçada essa coisa do relógio biológico. Outro dia fiz um plano de "cenários", fazendo leituras em Macroeconomia, e comecei a esboçar um plano de metas para entender os conceitos. Me dei conta, no meio de um gráfico improvisado, de que o que eu mais quero não é o salário, pago pela prefeitura todo mês, com o carro e a casa dos sonhos. O que eu mais quero é uma família, tão linda quanto a que eu tive quando eu era criança, ou mais... Quero levar as crianças pra escola, quero brincar de livrinho, pirueta, teatro, esconde-esconde e cambalhota... Quero contar minhas histórias, quero ouvir as histórias delas, as musiquinhas, quero ficar brava com a "tia" do colégio por qualquer motivo que seja... Quero me acabar de chorar nas homenagens da escolinha, quero abraçar, tomar banho de mangueira em dia quente quando formos dar banho no cachorro, ensinar a ler e a dançar. Quero levar no parquinho, empurrar no balanço, ensinar a amarrar o cadarço ou fazer as trancinhas, levar para ver os avós... Ah... levar pra ver os avós... fingir que fico brava com o pai porque ele sempre mima demais...


Sensação de quando se é criança e o ano letivo começa. Sensação de encapar caderno novo, com desenhos bonitinhos e o cheiro novinho do plástico cuidadosamente escolhido... recorte, estrelas, peixinhos, que lindo! Sensação de amar, tanto e imensamente, essas crianças que são minhas sem nunca nem terem sido... Sensação de que as quero, com todas as forças que existem em mim, sempre e mais a cada dia. Sensação de que deve ser incrível ser mãe.


[Talvez está ai a resposta da pergunta que tantos me faz: Mas por que pedagogia?]



"Nós criamos nosso próprio destino. E é exatamente o que eu vou fazer. Faça você também." (Grey's Anatomy, 8x13)

quarta-feira, 21 de março de 2012

Renovação;


Hoje quero me despedir de muitas coisas: Quero abrir espaço para que a vida me ofereça outras oportunidades, outros sonhos, outros desejos. Levarei apenas a esperança de um novo recomeço. E por me dispor a começar de novo, estou aberta a novas experiências.

Quero deixar para trás todos os motivos que me fizeram sentir raiva, as situações que me fizeram alterar a voz, e todas as palavras pronunciadas para me desestimular a continuar a busca do meu eu, e consequentemente da minha felicidade. Despeço-me de tudo isso com a sensação do dever cumprido.

Vou deixar para trás todas as minhas fraquezas. Aquelas que me fizeram chorar, as que me fizeram acreditar que eu era triste e sozinha. Quero dar adeus à sensação que às vezes me acometia de que o mundo estava contra mim. E me despedir em definitivo da ridícula piedade que eu sentia de mim mesma nos momentos difíceis da minha vida.

Despeço-me de todas as mágoas que já causei e, ao pedir desculpas, despeço-me também de todas as que me machucaram o coração. Despedir-me-ei dos sentimentos negativos que atrasam a vida e nos transformam em lodo. Quero na minha vida natureza viva e abundante, regada com amor, respeito, consideração, carinho e muita fé.

Deixarei para trás alguns sonhos, mas isso não quer dizer que levarei comigo frustrações por não os ter realizado, mas a certeza de que eles foram importantes para que minha chama interna não se apagasse. Partirei para outros devaneios, e estes também serão combustíveis para o meu sucesso.

Assim sendo, avisei ao meu coração que ele será renovado. Baterá no compasso das novas emoções. Também já informei ao meu fígado que ele não mais sofrerá por causa da tristeza, pois estou me despedindo dela. Aos meus pulmões mandei um recado avisando que toda a aflição que eu sentia, por não conseguir controlar tudo e todos, não vai mais atrapalhar o seu excelente funcionamento, já que a minha paciência será exercitada. Por fim, quero dizer aos meus rins que eles estarão protegidos, porque o medo, esse sentimento que ceifa nossos sonhos, deverá ser extirpado de vez.

Me despeço das carências, e das atitudes impensadas provocadas por ela, que muitas vezes me feriram a alma. E pensando bem, de tudo o que vivi, levarei algumas coisas. Partirão comigo as emoções vividas que me fizeram sorrir, cantar e dançar. E na alma, vou levar a leveza e a alegria de quem quer transformar a vida em presente de Deus.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Desabafo;


Me apego com facilidade extrema a tudo e a todos, mesmo sem querer, mesmo sem poder. Acho que sempre criamos falsas esperanças quando a gente se apega a alguém, isso faz mal. Mas sempre devemos seguir em frente e aprender que, só devemos se apegar e confiar quando existir algo real

Decidido: tudo o que se começa, se termina. Tudo o que não se deve terminar, jamais é começado (...)

segunda-feira, 5 de março de 2012

Conversas ao vento; talvez...

Impressionante como alguns lugares ficam povoados mesmo quando as pessoas estão ausentes. E a não possibilidade do encontro incomoda de um jeito nunca antes vislumbrado a incomodar. E é estranho.
Não é uma coisa que eu controle, é uma coisa que simplesmente vem. E não depende de mim, de qualquer coisa que eu faça, da minha inteligência emocional...
É que algumas coisas passam a ter valor pela presença sem que você menos perceba. E a ausência que elas deixam fragiliza e abre espaços que dificilmente se preenchem. E é estranho.


E na maioria das vezes, nem se preenchem.